Resistência cultural
5 matérias publicadas na Revista ROLÊ sobre Resistência cultural.
ROLÊ.bpmDo Berghain ao Baile de Favela: o que conecta pistas tão distantes?
O que existe em comum entre o porão mais famoso da música eletrônica mundial e os becos onde acontecem bailes de favela? Mais do que sonoridades diferentes, ambos os espaços surgem da necessidade de criar territórios de liberdade em contextos marcados por exclusão, vigilância e disputa. Neste ensaio, exploramos as conexões entre a cultura dos clubes underground europeus e a potência criativa do funk brasileiro, observando como o som, o corpo e a dança se tornam ferramentas de resistência, identidade e sobrevivência.
SINARA SILVA · 31 de julho de 2026
PosfácioQuando o som cura
Você já saiu de uma festa sentindo que estava mais leve do que entrou? Nem sempre é só a música. Este posfácio investiga a pista como espaço de cuidado coletivo, onde som, corpo e encontro operam processos reais de cura emocional, social e simbólica. A partir de referências culturais, científicas e históricas, o texto conecta experiências que vão do Baile Charme de Madureira ao Afropunk Bahia, dos ballrooms de Nova York às raves clandestinas da antiga URSS, mostrando como dançar sempre foi mais do que diversão. É ritual, resistência e sobrevivência. Com apoio de estudos em musicoterapia e exemplos da cena contemporânea, o editorial reflete sobre como algumas festas se tornam memórias que permanecem no corpo e ajudam a sustentar a vida quando ela pesa.
FIIH Spagnolo · 18 de janeiro de 2026
EditorialDançar é Resistir: O que Teu Corpo Diz na Pista
A dança sempre esteve ligada à liberdade, ao escape e à celebração, mas nunca foi só isso. Em um país onde corpos dissidentes seguem sendo silenciados, vigiados ou apagados, a pista de dança assume o papel de território político, afetivo e ancestral. Este artigo percorre as camadas que fazem do gesto dançado uma forma de resistência cotidiana, analisando como a pista se torna refúgio, manifesto e reencontro com a própria identidade. Da crítica cultural presente em clássicos como “Footloose” às criações de artistas como Ana Pi, que transformam movimento em pensamento, o texto mostra como dançar ainda é um ato capaz de deslocar centros, reescrever narrativas e afirmar existências. Em uma sociedade que tenta conter corpos, a pista oferece expansão. Em um mundo que exige silêncio, o corpo que dança devolve ritmo e vibração. Dançar é dizer estou aqui. Dançar é sobreviver. Dançar é resistir.
13 de novembro de 2025
EditorialAs cidades já foram noturnas: o que matou a madrugada e quem ainda resiste?
Durante décadas, as cidades brasileiras pulsaram sob o ritmo da madrugada. Hoje, o silêncio tomou conta. Este artigo investiga o que aconteceu com a vida noturna e por que ainda existem corpos, festas e resistências que se recusam a deixar a noite morrer.
FIIH Dorneles · 11 de outubro de 2025
EditorialJá agradeceu o DJ que escreveu a história da tua noite?
Mais do que tocar músicas, DJs escrevem histórias com som. Cada set é um enredo coletivo, feito de pesquisa, curadoria e escolhas que ecoam política, memória e emoção. Este artigo mergulha na autoria invisível da pista e no papel do DJ como contador de histórias contemporâneo.
FIIH Dorneles · 11 de outubro de 2025