O que faz alguém continuar lendo em 2026?

    No Dia Nacional da Leitura, celebrado em 12 de outubro por determinação da Lei nº 11.899/2009, a Revista ROLÊ investiga como a leitura se reorganiza entre livros impressos, aplicativos, e-readers, fanfics, newsletters e audiolivros. A sexta edição de Retratos da Leitura no Brasil mostrou uma redução na proporção de pessoas que leram ao menos parte de um livro nos três meses anteriores à pesquisa de 2024. Já um levantamento da Nielsen BookData divulgado em 2026 identificou cerca de 94 milhões de leitores digitais, incluindo usuários que acessam notícias, livros e outros tipos de texto por dispositivos eletrônicos. Os dois retratos têm métodos e objetos distintos, o que impede comparações diretas, mas torna evidente a necessidade de discutir o próprio significado de ler. O editorial observa a leitura no celular durante deslocamentos, a descoberta de obras por redes sociais, as narrativas seriadas de fãs e a chegada anunciada de audiolivros ao Spotify brasileiro. Ao mesmo tempo, discute concentração, distribuição, direitos autorais, desigualdade de acesso e as diferenças entre desempenho do mercado editorial e formação de leitores. A questão central não é escolher um suporte vencedor, mas compreender o que permite começar uma leitura e encontrar condições para continuar.

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